A manutenção do ar-condicionado é um dos cuidados que mais divide opiniões: tem gente que faz todo ano sem falta, tem gente que só chama o técnico quando o aparelho para de funcionar. O problema é que esperar o problema aparecer, na maioria das vezes, sai bem mais caro. E não é só uma questão de dinheiro. Um equipamento sem manutenção consome mais energia, estraga mais rápido e pode colocar a saúde de quem usa o ambiente em risco.
Neste artigo, a gente explica qual é a periodicidade ideal para a manutenção do ar-condicionado, o que muda dependendo do tipo de uso e do ambiente, e quais são os sinais de que está na hora de acionar um técnico antes do prazo programado.
A resposta curta é: pelo menos uma vez por ano. Isso é o que a maioria dos fabricantes recomenda nos manuais dos equipamentos, e é o piso mínimo para quem usa o aparelho em casa ou no escritório com frequência regular.
Mas a realidade é que a periodicidade da manutenção do ar-condicionado varia bastante conforme o contexto de uso. Veja os principais casos:


Para quem liga o aparelho principalmente à noite ou nos períodos mais quentes do ano, uma manutenção preventiva completa por ano já costuma ser suficiente. O ideal é fazer essa revisão antes do verão, quando a demanda começa a aumentar e os técnicos ficam com agenda cheia.

Alguns contextos pedem atenção redobrada. Casas com animais de estimação, ambientes próximos a obras ou vias de tráfego intenso, cozinhas onde se fazem frituras e locais com alto nível de poluição exigem limpeza e revisão com ainda mais frequência. Nesses casos, pode ser necessário higienizar os filtros a cada 15 dias e fazer a manutenção completa a cada três ou quatro meses.

Em ambientes onde o ar-condicionado fica ligado por muitas horas ao dia, como home offices, consultórios e pequenos comércios, a frequência recomendada sobe para duas vezes ao ano. O equipamento acumula sujeira, pó e umidade muito mais rápido quando opera em ciclos longos e frequentes.

Para empresas, clínicas, escolas e outros locais de uso coletivo, a legislação brasileira já define uma obrigação formal. ALei Federal 13.589/2018 tornou obrigatória a manutenção periódica de sistemas de climatização em ambientes de uso coletivo acima de 60.000 BTUs, com elaboração de PMOC (Plano de Manutenção, Operação e Controle) por um responsável técnico habilitado.
Um ponto que muita gente confunde é que a limpeza dos filtros é uma tarefa diferente da manutenção preventiva completa. Os filtros acumulam poeira, ácaros, fungos e bactérias com muito mais rapidez que o restante do aparelho, e devem ser limpos com frequência maior.
O recomendado pelos fabricantes é que essa limpeza aconteça ao menos uma vez por mês em uso normal. Isso pode ser feito pelo próprio usuário: basta retirar o filtro, lavá-lo com água corrente e sabão neutro e deixar secar completamente antes de reinstalar. Só não use produtos abrasivos ou cloro, que danificam o material.
A manutenção completa, feita pelo técnico, vai além da limpeza dos filtros. Ela inclui higienização profunda da evaporadora e condensadora, verificação da carga de gás, inspeção dos componentes elétricos, limpeza do dreno e avaliação geral do desempenho do equipamento. Esses procedimentos não substituem a limpeza mensal dos filtros e vice-versa.
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