Escolher o ar-condicionado pelo preço ou pelo modelo mais bonito é um erro muito comum. O que define se o aparelho vai funcionar bem, ou mal, é o dimensionamento correto em BTUs. Quando o BTU está errado no ar-condicionado, os problemas aparecem rapidinho e, na maioria das vezes, o usuário não consegue identificar a causa.
BTU é a sigla para British Thermal Unit, a unidade de medida usada para indicar a capacidade de refrigeração de um ar-condicionado. Quanto maior o BTU, maior a potência do aparelho e maior a área que ele consegue climatizar.
O problema está justamente aí. Muita gente escolhe o aparelho sem calcular o BTU necessário para o ambiente. O resultado pode ser um de dois extremos: o ar-condicionado fraco demais para o cômodo, ou forte demais para o espaço disponível.
Quando o aparelho tem menos BTU do que o necessário para o ambiente, ele simplesmente não dá conta da demanda de refrigeração.
O compressor fica ligado por longos períodos sem conseguir atingir a temperatura configurada. Isso sobrecarrega o sistema e aumenta o consumo de energia de forma contínua. Em modelos inverter, o compressor permanece em rotação alta por horas seguidas.
O termostato nunca detecta que a temperatura alvo foi atingida, então o aparelho nunca desliga ou desacelera. Dias mais quentes pioram ainda mais esse quadro.
Mesmo no modo máximo de refrigeração, o cômodo permanece quente ou abafado. Esse é um sinal claro de que a potência do aparelho está aquém do necessário.
O esforço constante do compressor se traduz diretamente em consumo elevado, sem o conforto esperado em troca.

Escolher o ar-condicionado pelo preço ou pelo modelo mais bonito é um erro muito comum. O que define se o aparelho vai funcionar bem, ou mal, é o dimensionamento correto em BTUs. Quando o BTU está errado no ar-condicionado, os problemas aparecem rapidinho e, na maioria das vezes, o usuário não consegue identificar a causa.

Ciclos curtos de funcionamento impedem que o ar-condicionado complete o processo de desumidificação. O resultado é um ambiente frio, mas com umidade alta. Parece contraditório, mas é exatamente isso que acontece.

A umidade retida deixa o ambiente desconfortável, especialmente em regiões mais quentes e úmidas.

O Selo Procel, emitido pelo Inmetro em parceria com o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), classifica produtos com base em sua eficiência energética. E o melhor: ele elimina achismos. Se você quer economizar energia (e dinheiro), comece procurando por esse selo.

Ligar e desligar com frequência é mais desgastante para o compressor do que funcionar em ciclos longos e estáveis. Com o tempo, isso compromete a vida útil do equipamento.
A maioria dos consumidores compra o aparelho sem realizar um cálculo adequado. Alguns fatores que costumam ser ignorados no momento da escolha:
Se o aparelho com BTU incorreto já foi instalado, existem algumas opções dependendo da situação.
A solução mais direta é substituir por um modelo com BTU adequado. Em alguns casos, dependendo do layout do imóvel, pode ser possível instalar uma segunda unidade para complementar a capacidade de refrigeração.
A substituição também é a opção mais eficaz, mas nem sempre é viável imediatamente. Uma medida paliativa é ajustar o termostato para temperaturas menos extremas, reduzindo a frequência dos ciclos curtos. Instalar um desumidificador pode ajudar com o excesso de umidade enquanto a substituição não acontece.
Em qualquer cenário, a orientação de um técnico refrigerista qualificado é essencial para evitar novos erros no dimensionamento.
A escolha do BTU certo começa antes da compra. Para quem está no processo de decidir qual ar-condicionado instalar, vale investir alguns minutos em um cálculo adequado ou consultar um profissional antes de fechar o pedido. O custo desse cuidado é zero comparado ao gasto com energia, manutenção e eventual substituição antecipada do equipamento.

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